segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Preço do Sacrifício Parte 1 de 2







Eu sempre quis ser jogador profissional de futebol,sabia que para isso teria que pagar um preço muito alto e paguei,muito alto mesmo.


Cheguei em São Paulo com 18 anos,fiz um teste em um  Centro de Treinamento de um empresário e acabei passando.Ali o sonho começou a se realizar,fui mandado por esse empresário para dois clubes do estado do Paraná,depois de muitos treinos é claro.No primeiro clube eu não fui bem,mas no segundo clube eu pude mostrar serviço e passei nas avaliações técnicas e físicas,permanecendo lá por quase dois anos.
Nesse período fiz amizades na cidade,alguns romances e muita bagunça com os companheiros de campo.Aliás,desses meus companheiros,muitos ali jogavam bem melhor que eu,havia um rapaz que jogava no meio campo,que se destacava entre a gente.Fiquei no clube até meus 20 anos,voltei para São Paulo e joguei em um clube do interior ali em Suzano.De lá fui para o estado de Sergipe e retornei novamente para São Paulo.Tudo isso em 1 ano,foi quando treinando em um campo aqui em São Paulo,tive a oportunidade de retornar para o estado do Paraná e assinar um contrato profissional com um clube chamado "Iraty"


Parecia que meu sonho estava realizado,afinal de contas,havia me tornado um jogador profissional.Aos 21 anos de idade,o sonho parecia ainda não estar realizado...como conquistar um sonho sem sacrifício? mesmo passando por diversas dificuldades,o sacrifício ainda iria ser feito...


Veja o desfecho final dessa história em "O Preço do Sacrifício - Parte 2 

domingo, 29 de janeiro de 2012

Consagração de Obreiros

Essa consagração de obreiros me surpreendeu,eu não imaginava que seria desse jeito,eu queria que fosse de um jeito,mas Deus queria de outro.

Quando foi marcada essa consagração no domingo anterior,o pastor pediu no mínimo três testemunhas para essa data solene e importante para nós.Logo eu  pensei dentro de mim"vou trazer umas 15 ou mais testemunhas,como sempre fiz".Porque geralmente nós trazemos muitas pessoas para uma consagração de obreiro,é feito toda uma preparação,agente se empenha na semana e tenta alugar carro ou alguma van para os convidados,enfim...toda aquela correria.

Eu não tive tempo para fazer tudo isso,mas fiz a minha parte e convidei meus parentes,amigos e conhecidos...só três confirmaram a presença.Eu logo de início fiquei meio triste,mas eu sabia que no final,tudo iria dar certo e após a consagração ,eu entendi tudo.Aquelas três pessoas que vieram comigo estavam ali representando cada parte que me cerca,ou seja:A minha esposa(representava a minha comunhão com Deus e a minha vida),o meu pai(representava a minha família e mais do que isso,um prêmio muito grande para mim) e a dona Benedita(uma senhora que eu cuido espiritualmente) representava as almas.Quando eu fui consagrado e vi todos eles ali,eu tive a certeza e convicção de que Deus sabe o que faz!


As outras duas consagrações que eu tive foram fortes,mas essa foi a melhor,teve algo especial.Eu desejei e determinei que o que estava sendo derramado sobre mim,fosse derramado neles e nas pessoas que eu convidei,mas não estavam ali presentes.


Mas uma consagração,mas um renovo,mas uma oportunidade,mas uma chance,mas uma bênção,um reencontro,uma nova vida!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu Creio

A primeira consagração de obreiros desse ano de 2012 está sendo uma guerra,mas eu creio!


Estou numa luta,pois,mudei de empresa e a situação financeira agora não é das melhores,a correria do dia-dia e as mudanças no orçamento,não contribuem para alugar um carro e trazer todo mundo.Não tive tempo de convidar muitas pessoas para essa consagração,há vista  das outras,aparentemente está sendo ruim,mas eu creio no milagre.Chamei as pessoas que eu mais tenho afinidade,como familiares e alguns amigos,mas disseram que não poderiam participar por um motivo ou outro.Certo mesmo até o presente momento é minha esposa,meu pai e uma senhora que eu venho cuidando dela.


Claro que bate a tristeza,afinal de contas,nós queremos sempre lotar a casa de Deus.Mas eu não preciso de muita gente,se apenas o meu Senhor abençoar interiormente uma daquelas pessoas ali presentes e dar o que me deu para elas,pronto.vai arrebentar!!!


Eu não sei como vai ser amanhã,eu sei que eu creio.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Não desanime!

Os obstáculos  colocados na nossa vida,prova o que realmente significa crer em Deus ou que não se crer Nele de fato e de verdade.


Quando somos provados,somos peneirados e quando somos peneirados,clamamos e buscamos soluções naquilo que nós cremos e confiamos.Há pessoas que buscam créditos junto á empresas,amigos ou familiares,mas existem aqueles que nos momentos de provações e desertos,clamam ao Deus vivo e poderoso.Quando fazemos isso,ou seja,quando recorremos a Deus,mostramos a Ele toda nossa confiança e dependência no Seu poderoso nome e poder.Quando fui levantado obreiro,não fui somente chamado por Ele,mas escolhido a dedo por Ele.Fiquei um tempo de colaborador auxiliando nas reuniões e sendo auxiliado por obreiros mais experientesque me davam palavras de fé e de orientação.Mas teve nesse período também,palavras de derrotas e de fracasso para tentar me desanimar,me lembro muito bem quando uma "obreira" me viu de colaborador pela primeira vez e disse bem assim"Esses colaboradores não irão suportar o fogo dessa obra"disse ela.Em outras palavras ela quis dizer o seguinte,que era tudo fogo de palha,que nós não iriamos adiante..
As lutas vieram,o fogo da obra também,mas eu prevaleci.Me lembro que fomos em três pessoas,para sermos entrevistados e levantados lá na sede regional da igreja,eu e mais duas obreiras.Fomos a primeira vez e o pastor não pode nos atender,os obstáculos já começaram ali,mas na segunda vez ele nos atendeu e apenas dois de nós foram aprovados como obreiro,eu e uma outra obreira que faz a obra de Deus até hoje.Já a outra colaboradora não foi autorizada a fazer a obra,o pastor instruído pelo Espírito Santo,identificou que a colaboradora não tinha certeza do seu batismo no Espírito Santo e se não tem certeza,não há batismo.


Na hora ali,eu e a obreira que havia sido aprovada ficamos tristes pela colaboradora,mas depois de algum tempo ficou provado que o pastor estava certo,devido a algumas atitudes da ex-colaboradora,que hoje infelizmente até a data desta postagem,se encontra nesse mundo podre.Depois de ser aprovado por Deus,veio pouco depois a minha consagração de obreiro em 2008,foi muito forte essa data para mim,ver meus amigos e familiares ali presentes,significava um prêmio pelas lutas e obstáculos vencidos.Na hora em que o Senhor Jesus derramou o olho sobre a minha cabeça,todas as minhas forças foram renovadas,de joelhos,eu falava com Deus e agradecia pela presença Dele em mim.Quando me levantei,eu só queria andar e ajudar aqueles que não tinham noção do que era aquilo que acabava de acontecer comigo,ter a unção de Deus dentro de mim,era algo glorioso,o mundo não podia me dar isso,nem com toda a fortuna que esse mundo possui.


Por isso não devemos desistir do chamado que Deus nos propõe,indo em frente e enfrentando todos os obstáculos que surgem no nosso caminho.
Até hoje me mantenho firme nesse chamado e pela  fé nesse Senhor,não deixo esse fogo se apagar de dentro de mim,o fogo que aquela obreira disse que eu não iria suportar,hoje me aquece e me purifica!



II TIMÓTEO  (cap. 2)·
15 Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pai de Santo desafia Bispo Macedo



Bem diferente

Levante-se agora!

Sempre a uma luz para aqueles que tem  sinceridade a respeito do poder do nosso Senhor e Salvador Jesus.É  nas situações mais dificeis e cruéis,nas horas que você cai e ninguém te estende a mão,que essa sinceridade aliada com a fé,chegam até o trono de Deus.




Foi exatamente isso que fez Lucio Martins (foto), de 40 anos, hoje, empresário e obreiro do Jardim Thomas, zona sul da capital paulista. Ele conta que, anos atrás, foi até o templo armado, preparado para realizar um assalto. “Eu e meu parceiro estávamos decididos a praticar o roubo, porém um dia antes do ato, ele foi preso. Mesmo assim, eu, sozinho, dei continuidade ao plano. Entretanto, quando comecei a prestar atenção nas palavras do pastor, pensei que ele conhecia toda a minha vida, pois, por incrível que pareça, elas eram todas para mim”, lembra. Os planos dele se frustraram, mas o de Deus parece que estava apenas começando. Em pouco tempo ele se libertou dos vícios das drogas, abandonou o tráfico e foi levantado a obreiro. Mas, após 8 anos ativo na Obra de Deus, o empresário deixou que o trabalho consumisse todo o tempo dele, e a frequência às reuniões já não era mais a mesma. Como consequência, ele acabou se afastando tanto da igreja e também da presença do Altíssimo. “Afastado, eu voltei a usar drogas e a me envolver com pessoas erradas. Eu sabia que estava desagradando a Deus, mas não tinha forças para voltar” destaca.  O assassinato do primo de Martins, alvejado por 8 tiros por um colega, e o susto de ter a mesma arma apontada para ele, fez com que refletisse a respeito da vida que estava levando. “Após matar o meu primo, a pessoa atirou também em mim, mas as balas não saiam, a arma travou. Naquele momento, eu percebi que precisava voltar para Deus”, conta. Quando regressou, o ex-obreiro teve a mesma atitude do apóstolo Pedro, não se importou com o passado de iniquidades, mas se entregou para o Senhor Jesus de corpo, alma e espírito. “Faz 8 anos que voltei, me libertei verdadeiramente e tive um encontro com Deus. Agora, o meu maior desejo é de salvar também aqueles que estão perdidos como eu estava. Essa concentração é para promover um avivamento na Obra de Deus”, afirma.
Se teve chance pra ele,então tem pra você também.LEVANTE-SE AGORA!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Inspiração

Hoje estréia a mini série da história do "REI Davi",eu estava na espera dessa história,para mim vai ser realmente um belo e poderoso aprendizado.É muito rico para mim poder ter uma noção,vamos dizer"áudio visual" desse que foi o maior rei de Israel.


Eu já li sobre sua história na bíblia e acompanhei alguns relatos do bispo macedo sobre seus feitos e conquistas,mas eu confesso que o rei Davi foi uma das principais inspirações para o meu firmamento na presença de Deus.Claro que nós temos o Senhor Jesus como grande inspiração,aliás,ninguém é maior que Ele e também ninguém precisa de inspiração para Servi-lo,mas,o fato é que sempre nós "miramos" exemplos de fé e coragem para suportamos as lutas e vencermos,nesse caso o rei Davi pra mim foi um dos melhores,só ficando atrás do nosso Senhor Jesus!
Considerado pelo próprio Deus,homem segundo o coração de Deus,ou seja,ele não foi só um rei,mas um homem com o caráter do altíssimo.Eu sempre quando passo por lutas e isso desde quando me converti de fato e de verdade,penso na sua astúcia,força e coragem para derrotar seus inimigos.Davi nunca "negou fogo",ele manifestou o que estava dentro e obteve vitórias e mais vitórias,claro que sua confiança estave sempre em Deus,por isso ele vencia.


O rei Davi nunca contava os homens que tinha para sair em guerra,sempre confiou em Deus,sabia que a força do seu comando vinha do Alto.No dia em que o rei resolveu contar a tropa para sair em guerra,mesmo contra o seu general que o alertava dizendo"meu senhor,nunca contamos as tropas,para que contar agora?".Mas o rei não ouviu seu servo e preferiu contar os homens de sua tropa,resultado:perdeu a guerra para os inimigos.


Quando ele resolveu contar os homens de sua tropa,estava deixando de confiar em Deus,para confiar na força de seu próprio braço e perdeu...


Nunca deixe de confiar em Deus!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Caráter do Senhor Jesus

É muito importante ressaltar que quando uma pessoa faz a obra de Deus,não significa que essa pessoa está fazendo a vontade Dele.As pessoas"julgam" as outras pelo que fazem,não pelo que são.


E é ai que a coisa não "bate"com a verdade,pois,o fato de um pastor ou um obreiro(a),ou seja lá quem for,fazer a obra de Deus,não o classifica como um homem ou uma mulher de Deus.É muito comum nós ouvirmos as pessoas na igreja ficarem impressionadas por feitos realizados por pastores no altar,principalmente quando se diz respeito a milagres.Tanto pastores ou obreiros(as) tem condições de fazerem tal feito através da fé e unção que acreditamos estar dentro de cada um,isso não significa que está´sendo feita a vontade de Deus,mas sim,a autoridade exercitada que Eles nos deu para desfazermos todas as obras malignas e também abençoa todos os que tem sede e fé para vencer ou se libertar.
A vontade de Deus é vista e feita na hora em que ninguém está "supervisionando",na hora em que estamos principalmente fora da igreja,onde só Deus e o diabo está vendo a atitude que será tomada.É no trabalho,em casa,na rua e nos lugares mais diferentes que o caráter de Deus aparece ou o mal que está escondido manifesta.É isso mesmo,quantos na igreja se mostram prestativos,solenes e educados,mas quando saem dela,mostram um temperamento conturbado,falta de educação,grosseria e uns até mostram uma índole que ninguém conhecia até então.


Uma coisa é evangelizar,outra coisa é fazer a vontade de Deus.Uma coisa é pregar,outra é fazer a vontade de Deus.Dá pra fazer tudo isso e também fazer a vontade de Deus? Sim!


Mas só aqueles que tem o Caráter do Altíssimo e isso,são poucos que o tem.





·JOSUÉ  (cap. 22)·
27 mas para que, entre nós e vós, e entre as nossas gerações depois de nós, nos sirva de testemunho para podermos fazer o serviço do Senhor diante dele com os nossos holocaustos, com os nossos sacrifícios e com as nossas ofertas pacíficas; para que vossos filhos não digam amanhã a nossos filhos: Não tendes parte no Senhor.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Limpeza Espirutual

O Jejum de Daniel me trouxe paz,mas do que eu já tinha,é uma paz entre a criatura e o criador,o filho e o Pai.


Ficar sem assistir tv,filmes,novelas e ficar sem qualquer tipo de informação da mídia desse mundo,não foi tão difícil,durante 21 dias.Mas ficar 42 dias direto,foi uma guerra imensa contra a minha carne.Quando acabou a terceira edição e o bispo macedo anunciou a quarta edição seguida,sem intervalos,eu disse tá ligado mas...a minha carne gritou"Nãoooooooo".


Eu tenho que ser mais sincero que normalmente sou,não foi nada fácil pra mim.Principalmente ficar sem filmes que é a minha "curtição" preferida.Mas eu venci a carne e percebo o quanto estou limpo por dentro,estava precisando disso.Agora é viver essa fé e fica o mais longe possível dessa mídia podre e mais conectado e perto do meu Senhor Jesus.


Eu recomendo isso pra vocês também!!!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Quem Planta Colhe!

Como prometido,segue abaixo o resultado da vida de cada um que esteve presente na história do Testemunho.Só queria dizer que todo o resultado aqui descrito é baseado em relatos de terceiros,ou seja,não há confirmação absoluta de que as pessoas aqui mencionadas,tiveram ou tem as suas vidas dessa maneira aqui narradas.


Nome: Wander,Conhecido no testemunho como o garoto encrenqueiro da escola,teve uma longa participação no mundo tráfico.
Resultado: Depois de perder muitos amigos mortos no tráfico,abandonou a vida errada,alguns dizem que até se converteu em uma igreja evangélica.


Nome: Rodrigo,mas conhecido como "Tripinha",até onde sei ele ainda continua no mundo do crime.
Resultado: Segundo relato de algumas pessoas ele entrou para uma facção criminosa muito conhecida no Brasil,infelizmente se isso for verdade e ele não buscar a Deus,você já deve imaginar o resultado de sua vida.


Nome: Maria José de Oliveira Silva,minha mãe.
Resultado: Depois de muito sofrimento deu a volta por cima e mostrou para o mundo que tudo é possível ao que crer e que uma pessoa pode mudar a história de sua família,quando se entrega a Deus e coloca toda sua força no altar do Altíssimo. 


Nome: Daniel,na época um dos que eu mais andava.
Resultado: Se viciou no craque após a morte do pai


Nome: "Neguinho".
Resultado: Morreu com um tiro na boca e dois tiros no peito.


Nome: Daniel,apelido"Perninha".Segundo o que falaram na época,ele é o autor dos disparos que mataram o "Neguinho".
Resultado: Dizem que voltou para o bairro  e vive normalmente por lá,como se nada tivesse acontecido.


Nome: Israel,hoje conhecido como "Jacaré"
Resultado: Também se viciou em drogas,tem filhos e esposa.


Nome: Flávio,mas conhecido como"Nikinho"
Resultado: Disseram que após a primeira prisão ele ainda foi preso uma ou duas vezes ainda.A mãe dele da ultima vez disse a minha mãe que estava desesperada com ele,não sabia mais o que fazer,minha mãe a convidou para fazer uma corrente na igreja(Tomará que ela tenha feito isso).


Nome: José Miguel da Silva,meu pai.
Resultado: Na época vendeu a própria casa por causa de mim.Mas Deus o compensou com a compra de um apartamento e a oportunidade de crescer em uma nova profissão,ele tem seu próprio negócio e também a sua aposentadoria.


Nome: Vagner,tinha o apelido de"Boi".
Resultado: Largou a vida errada e causou-se com a irmã mas nova do Flávio.


Nome: Iarley,mas conhecido como"Lalo",esse era o filho do dono do bar que ficávamos.
Resultado: Não tive muitas noticias dele,dizem que vai a uma igreja evangélica com sua mãe.


Nome:"Lico".
Resultado: Só Deus sabe se ele é vivo e por onde anda.Mas eu tenho certeza que se ele estiver vivo,o mesmo Deus que me mudou,muda a vida dele agora,nesse momento!!!


Nome: Rosana de Oliveira,minha irmã.
Resultado: Após a perseverança na igreja universal junto com a minha mãe,ela se apegou firme com Deus e venceu todos os males que assolavam a sua vida.Se converteu e hoje tem uma família muito bonita.


O meu resultado...


Eu,Marcio Miguel Oliveira Silva,larguei a vida errada.Hoje tenho 28 anos de idade e sou  casado a 6 anos,tenho uma família abençoada.Deus me deu uma esposa e um filho lindo,ela se chama Eliza e tem 29 anos,meu filho se chama Cristian e tem 2 anos e 3 meses.
Me entreguei ao Senhor Jesus de corpo,alma e espírito,me entreguei de todo o meu coração para aquele me livrou do inferno.Fui liberto de todo o mal e tive o meu encontro com Deus,há 5 anos eu sirvo a esse Deus e a 3 anos faço a obra de Deus como obreiro da Igreja Universal do Reino de Deus.Fiquei sabendo recentemente que a minha outra irmã,Marcia de Oliveira Silva se batizou na IURD e começou a buscar a Deus,logo Deus também alcançará meu pai.


Hoje eu não penso mais em  tirar vidas e tirar a paz das pessoas,hoje eu dou vida e ministro a paz sobre as pessoas...Porque sei que nem todo mundo é filho de Deus como dizem por ai,aquele que realmente se diz filho,se entrega e recebe de seu Pai o seu Espírito,confirmando assim a  sua paternidade.


"Vós,porém,não estais na carne, mas no Espírito,se,de fato, o Espírito de Deus habita em vós.E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.".(Romanos 8;9).

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Testemunho - Final

"Deus,eu não te conheço,só ouço falar que  o Senhor existe e que também o Senhor é bom.Eu sei que não mereço,mas...me livra desse inferno,porque saindo do inferno,eu vou te procurar até te encontrar Deus,amém!

Foi essa a oração que eu fiz naquele sábado,já era mais ou menos 23:50 da noite.Peguei uma toalha e fui tomar banho,eu tinha o pensamento limpo naquele momento,já não sentia mais medo e nem sentimento algum,eu estava com meu coração em paz.
A 00:00 hora,exatamente a  meia noite,o carcereiro veio até a cela e falou em alta voz"Marcio Miguel de Oliveira Silva"disse ele.E eu respondi"Sim senhor,sou eu senhor,estou aqui no banho"falei imediatamente,como quem toma um susto."Se troca e pega suas coisas,a sua advogada esta ai fora e veio te buscar,eu não sei como,mas você está livre". Imediatamente eu sai do banho,sem roupa e sem nada,eu pulava sem saber pra onde ir.Os garotos que estavam dormindo,corriam para o lado e para o outro e me abraçavam,enquanto o carcereiro gritava para eu colocar a roupa e pegar minhas coisas rapidamente.Eu tinha quebrado uma das regras,eu não podia ficar nu na cela,mas aquela altura ninguém queria saber de regras,todos comemoravam a minha liberdade.
Já de roupa vestida,eu cumprimentava os garotos e me despedia deles,os olhos deles lacrimejavam de lágrimas,a alegria deles era notória ao me ver sair.Quando eu sai da cela,ouvi um barulho ensurdecedor,a cela dos maiores do outro lado do pátio estava em festa,eles gritavam assim..."Cantou,cantou,cantou" e eu sem entender o barulho e os gritos,perguntei meio assustado para o carcereiro,e ele me respondeu"Toda vez que alguém é livre da prisão,eles fazem essa gritaria,cantou significa que Cantou a Liberdade".disse ele para mim.Eu pedi um minuto para o carcereiro e fui até lá,havia um rapaz do meu bairro que eu conhecia,eu olhei para ele,cumprimentei ele, disse que estava indo embora,ele então me respondeu,"Eu sei que você está indo embora,essa festa é pra você,vai em paz rapaz e nunca mais volta pra esse lugar,isso não é lugar pra você não."


Eu sabia disso,apertei a mão dele e desejei para ele o mesmo que aconteceu comigo,o carcereiro me gritou pelo nome e eu fui embora correndo.Quando passei pelo corredor após o carcereiro,escutei ele fechando o portão do pátio atrás de mim,esse barulho do portão foi o mesmo quando eu cheguei lá,mas agora era o barulho da saída,da liberdade.Fui conduzido por dois policiais para uma viatura,antes de sai da delegacia o carcereiro me acenou com a mão e disse"Vai pra casa garoto,vai com Deus"disse ele,agora mas alegre.
Na viatura,um policial dirigia e outro ficava comigo no banco de trás,o policial que estava comigo tinha um papel em mãos,notei que ele toda hora olhava para o papel e dava as ordens para o outro policial virar o carro ou seguir em frente na pista.Eu agora estava sem algemas e uma paz dentro de mim,bem diferente da ultima vez.O policial que dirigia estava agoniado e pediu para o que tinha o papel nas mãos,para me matar em qualquer lugar por ali mesmo,foi a primeira vez que senti medo novamente,afinal de contas,as ruas estavam todas escuras e eu nem imaginava onde estava.O tempo todo eu sofria ameaças,mas algo me dizia que aquele papel que o tenente segurava estava de um jeito ou de outro,me dando garantia de vida.Finalmente a viatura virou em uma rua que eu conhecia e quando olhei lá na frente,avistei a minha casa e disse ao policial que estava dirigindo"É ai senhor,é ai nessa casa do portão marrom que eu moro."disse afobado.O policial respondeu"Nós sabemos rapaz,esse papel que está na mão do tenente é a ordem de entrega de menores,tem o endereço da sua casa e também os nomes dos seus pais,com o prazo de entrega do dia de hoje até as 2:00 da manhã,você tem que estar em casa nesse horário,por determinação judicial.E agora são exatamente 1:10 da manhã,chegamos antes do horário determinado pelo juiz"disse o policial que dirigia.


Chegamos na minha casa,o tenente desceu e pediu para mim aguardar dentro do carro,estava tudo escuro na minha casa,mas dava pra ver uma luz acesa lá no fundo da dela.Depois de algumas palmas do tenente,o meu pai saiu,o tenente se identificou que era da policia e meu pai veio do corredor e abriu o portão.O tenente fez o gesto para mim sair do carro,e eu sai.Quando meu pai me viu,logo me abraçou,interrompido pelo tenente que pedia para meu pai assinar o papel,meu pai assinou e o tenente apenas disse"Seu filho está entregue,cuida dele agora e tenha um bom dia"disse o tenente com voz firme e autoritária.
Abraçado com meu pai entrei em casa,quase não sentia as pernas de tanta emoção,quando sai de casa,estava sem falar a 4 meses com minha irmã mas velha,chamada Rosana de Oliveira,mas quando a vi,foi a primeira que abracei e pedi perdão.Ela também era da Igreja Universal,estava começando a buscar com a minha mãe,quando eu ainda não tinha sido preso.Falar em mãe,algo me chamou atenção,quando meu pai disse"Maria! adivinha quem chegou..."disse meu pai,com tom de mistério na voz. E minha respondeu"Eu sei que é o meu filho,o meu Deus disse que ele chegaria hoje!".Aquilo tomou o meu coração de temor,agora eu sabia o porque daqueles acontecimentos na cadeia,a "confusão" com os papéis no fórum,tinha sido a oração que ela fazia a Deus na igreja,buscando por mim,agora eu conseguia entender.Fui ao encontro dela no quarto e pulei sobre ela,nos abraçamos e parecia que nada podia nos separar,naquela madrugada parecia ter festa dentro da minha casa,todos se abraçavam e comemoravam com muita alegria.


Tomei um belo de um banho quente e dormi,daquele dia em diante,a minha vida se transformou,eu consegui retribuir todo o sacrifício feito pelos meus pais e o Senhor Jesus mudou a trajetória da minha vida.




Na próxima postagem eu colocarei de forma bem simples e breve,o resultado daquele dia até hoje.O que aconteceu com cada pessoa que foi falada aqui nesse testemunho e a nova vida que o Senhor Jesus me deu,até a próxima e que Deus abençoe a todos os meu leitores!!!

domingo, 15 de janeiro de 2012

O Testemunho - Parte 14

Eu nunca vou me esquecer daquele dia,todos na cela me pressionavam e diziam que eu iria subir,afinal de contas já era mais ou menos 22;00 h da noite e a cadeia estava em silêncio,como eu.

Ás mais ou menos 23:00 h da noite eu estava cabisbaixo e a maioria dos que estavam na cela dormiam,apenas eu,Lico e um menor que estava preocupado pois iria fazer sete dias que ele estava ali,estavam acordados.O lico veio até em mim e disse"Marcinho,eu vou dormir,dá um abraço e fica firme lá  na "FEBEM",se liga porque lá é um pedaço do "inferno".disse ele me abraçando e indo deitar-se.O menor também acabou dormindo,só eu fiquei acordado,olhei para fora da cela e imaginei mais ou menos 23:30 da noite,ali sozinho eu não tinha mais o que fazer a não ser ir dormir e aguardar a chamada para o "inferno."
Acordei assustado com o alvoroço,os menores me sacudiam e mandavam eu acordar,um deles me disse" O carcereiro veio de madrugada e levou cinco menores,um que tinha 6 dias,3 que já tinha 7,um que tinha seis e...e...levaram também o Lico que completava 7 dias amanhã. O Lico e o menor que tinha 6 dias pediram pro carcereiro confirmar o nome deles umas  três vezes,pois você estava na frente deles com 7 dias .".disse o menor gaguejando e com os olhos de assustado.Eu também fiquei assustado,o Lico me disse que nunca ninguém havia ficado mais de 7 dias e eu naquela manhã havia completado 8 dias,algo estranho estava acontecendo,mas eu não sabia o que era.Agora era eu e os trés menores que tinham acabado de chegar,ainda meio assustado,vi o carcereiro chegar na cela e dizer"Olha só menor,eu estou aqui há 15 anos e isso nunca aconteceu,segundo o que me passaram houve um problema nos fóruns e as papeladas de tiragem de menores atrasou,mas pode ter certeza que de hoje a quinta-feira você sobi,nem se anima".disse ele.
Havia ódio na voz do carcereiro,como se eu tivesse feito alguma coisa de ruim para eles,mas eu não havia feito nada.O menor me disse que o Lico antes de embora passou o livro de regras para mim e falou que eu era o novo "chefe de cela"pois era o mais velho na cela,a minha preocupação não era essa e sim saber que quinta-feira eu completaria 10 dias ali,e sem saber o que fazer,aquela ansiedade me pertubava,sem o Lico na cela eu ficava completamente perdido,como eu iria suportar aquilo tudo,eu estava perdido no meio do nada.
A quinta-feira chegou e a noticia também"Olha menor,eu não sei se tu é macumbeiro ou alguma coisa assim mais...me mandaram um comunicado extra judicial dizendo que...O menor Marcio Miguel de Oliveira silva será retirado para FEBEM na madrugada de domingo,assinado o Juiz da vara...."disse ele com sorriso na voz.Ou seja,eu fiquei 12 dias até o sábado,a madrugada do domingo me aguardava por ordem do Juiz,estava determinado.Os dias se passaram como um vento,mas a agonia dentro de mim estava me consumindo,eu já nem queria mais comer e o medo me dominava,tinha pesadelos constantes,parecia estar ficando louco.

Sábado,mais ou menos 23:40 da noite,estava a algumas horas do inferno e sem mas nenhuma chance,olhei para o alto e dobrei os meus joelhos,eu precisava falar com Deus...

CONTINUA...

O Testemunho - Parte 13

Acordei no mesmo quarto,ouvi alguém gritar meu nome,era o carcereiro nervoso com um molho de chaves na mão,ele disse"Levanta rapaz,vamos para cela".disse o carcereiro.

Enquanto estava sendo levado a cela,o carcereiro me disse no caminho que eu havia dormido por umas 3 horas mais ou menos,deduzi então que seria umas 6:30 ou 7:00 da manhã.A cela ficava uns 200 metros do quarto onde estava,chegando na cela eu vi 4 rapazes,3 dormiam e um estava em pé,foi pragmático ao meu ver'Meu nome é Lico,sou  chefe da cela,entra sem fazer barulho".disse ele.
Antes da entrar já dava pra perceber a organização do lugar,Lico o tempo todo me olhava,a cada atitude minha ele me repreendia,não foi diferente quando fui deitar em uma das camas vagas,ele logo me disse'Você vai dormir no chão,até que chegue outro,aqui tem regras e  essa eu acabei de inventar"disse ele,dando um sorriso de canto de boca.Obedecendo a sua ordem eu deitei,o chão estava frio e lençol que eu me cobria estava cheirando mal,mas eu estava cansado de mais para olhar para isso e logo peguei no sono.
O sol batia no meu rosto,acordei meio sonolento,devia ser meio dia já,pois todos estavam almoçando.O Lico me apresentou para todos  e imediatamente todos largaram as suas marmitas  e vieram me cumprimentar,eu não sabia o  que fazer,cada um que me cumprimentava falava o artigo criminal em mique caíram ali naquela cela.Ao término da apresentação o Lico disse"Ai Marcinho,pode fica com a cama de cima,tem lençois limpos ali,pega a marmita e pode comer,fica de "boa".disse ele para mim.O difícil era ficar de "boa" no meio de um assassino,2 traficantes e um assaltante de banco(que era o caso do Lico)ele era especialista em roubar bancos,mesmo de menor,ele era um dos mais procurados da época.Fiquei animado e subi no beliche,peguei a marmita,estava com muita fome e quando fui comer,percebi algo de errado,tinha dois rapazes em baixo de mim quando subi no beliche,mas eles estavam agora olhando para mim em pé na minha frente,um deles me disse"Pode descer dai e soltou um palavrão,você vai tomar uma surra agora e soltou vários palavrões..."
Quando o outro me puxou para baixo,eu cai,olhei para cima e os trés já estavam a me bater quando..."Deixa o moleque,agente vai ter que ensinar as regras pra ele se não agente vai matar ele de tanto bater"disse o Lico,empurrando os rapazes e segurando a minha mão."Aqui tem regras como eu disse e é proibido colocar os pés encima da comida do seu parceiro,temos que almoçar embaixo,um do lado do outro,todo mundo igual." acrescentou o Lico.Me salvei daquela surra,mesmo porque já tinha apanhado demais daqueles policiais,principalmente do alemão.
As regras foram passadas para mim e eu aos poucos fui entrando nas regras,mas não me acostumando no lugar.Toda terça e quinta subia menores para antiga "FEBEM" e eu já estava ali a 5 dias,segundo os menores que estavam comigo ninguém ficava ali mais do que 7 dias,era proibido,aliás,nunca ninguém tinha fica mais do que isso,porque a cela era de rodagem,ou seja,uns chegavam e outros saiam.A cela tinha capacidade para apenas 9 menores, tinha acabado de chegar um na terça e outro na quinta,somando então 7 comigo,os dois que chegaram também eram traficantes,então,havia agora 4 traficantes,um assassino ,um assaltante de banco e 1 laranja,esse era eu,um verdadeiro laranja.Todos foram recebido muito bem e alguns ali já estavam prontos para subir para FEBEM,um já tinha 6 dias e o outro já tinha 7 dias.

Estávamos na segunda-feira e na madrugada de terça-feira um deles com certeza iria subir.Não deu outra,o que tinha 7 dias foi retirado pelo carcereiro na madrugada e logo entrou mais três,a cela chegou no seu máximo e eu já estava no meu sétimo dia ,alguma coisa tinha que acontecer...

CONTINUA...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Testemunho - Parte 12

Quase já sem esperança e mais ou menos as 2:00 h da manhã,me deram uma chance.Vi uma oportunidade de ser livre daqueles policiais e ir embora para minha casa,naquele momento eu só pensava em duas coisas,ir para casa e viver,eu precisa viver!


O policial que até então,estava calado no volante,resolveu falar e disse"Porque vocês não faz esse moleque devolver pelo menos o celular da dona da pizzaria e libera logo esse "infeliz".disse o policial do volante,aos demais.Os dois policiais que estavam comigo no banco de trás,fizeram a proposta para mim,mas eu não tinha nenhum celular comigo e nem muito menos sabia aonde estava,"esses moleques devem ter um esconderijo,algum desmanche por aqui".disse o policial chefe. 
Estávamos passando pela rua do Israel,o pai do Israel trabalhava com conserto de geladeiras,na frente de sua casa havia várias geladeiras usadas,sem eu falar nada,eles desceram ali na casa e bateram na porta.Eu não consegui ver quem atendeu,mas sei que a conversa foi rápida,quando olhei para a direita,um dos que estavam comigo na pizzaria passou ao lado da viatura,chamei-o e disse a ele"Fala pro pessoal que eu não vou entregar ninguém,mas se poderem,deixem o celular na caixa de luz do bar aonde nós ficamos todos os dias,pois,a mulher da pizzaria só que o celular e a polícia vai me liberar se isso acontecer,agora vai embora!"disse a ele com muita rapidez na voz,afinal de contas, estávamos muito perto dos policiais. 
Em menos de 3 minutos os policiais estavam de volta a viatura,ligaram o carro e foram embora para a pizzaria,o policial disse"Vamos levar ele para a pizzaria,a dona falou que mora lá perto,vamos ver se vai reconhecer esse "marginalzinho".disse o policial alemão,apertando um pouco mais as minha algemas.Quando estávamos a caminho da pizzaria eu pedi pra voltar pro bar,falei que o celular poderia estar lá no bar,mas não me deram ouvidos e disseram"Agora o tempo acabou".
Chegamos na pizzaria e os donos estavam em frente do estabelecimento,eram 4 pessoas e uma delas a moça loira que tinha me olhado de trás do balcão na hora do assalto.Meu coração acelerou e o policial alemão me pegando pelos braços,disse aos 4 que estavam lá"Pegamos esse individuo,alguém o reconhece ?"disse ele.
Tentei abaixar a cabeça para esconder o rosto,mas o policial fez questão de levantar meu rosto com suas mãos e disse"E agora, alguém o reconhece?disse ele em alta voz.A moça loira confirmou e chorando disse"é...questão de honra esse delinquente... ser preso!!!".disse ela.Imediatamente fui conduzido ao 12-DP de Praia Grande,chegamos a mais ou menos 3 horas da manhã,o delegado já estava nos aguardando e a recepção não foi das melhores,o delegado insistia para eu assinar o artigo 157(Roubo a mão armada),mas eu não estava armado,se existisse alguma coisa justa naquela hora,então,era assinar o 155(Furto sem porte de arma).
A soco e ponta pés,eu não tive opção e assinei o artigo 157,fui levado para uma sala e forçado a entregar o bando,com o lugar onde cada um morava.Me fizeram mil propostas,mas eu decisivo disse"Eu já falei que não digo nada,agora não tenho mais nada a perder".Então começou a tortura,o policial que antes dirigia a viatura,agora segurava os maes braços,enquanto o alemão batia em todo o meu corpo,ao ponto de eu não senti mas dor alguma,parecia que eu estava morto!


Eu não estava morto e ainda tinha o que perder,o diabo estava ali,aguardando a minha alma e por algum motivo ali,eu ainda viveria...


CONTINUA...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O Testemunho - Parte 11

Sábado,mais ou menos 23:30 da noite,voltava eu e alguns do bando comigo,todos de bicicleta e eu com uma emprestada,o dono da bicicleta emprestada disse pra mim que era pra eu andar devagar com ela,se eu fosse correr com ela a corrente poderia cair,mas esqueci do que ele havia me dito e naquela noite,não foi só a corrente da bicicleta quem caiu.


Nós já estávamos saindo do bairro do Jardim Caiçara,quando ao sair, avistamos uma pizzaria não muito movimentada,aparentemente os clientes ainda estavam chegando.Quando um de nós teve a "brilhante" ideia de assaltar a pizzaria e eu a burrice de acompanhar,encostamos,derrubamos as bicicletas no chão e entramos anunciando o assalto.Ninguém estava armado,mas fazíamos menção de estarmos,todos na pizzaria ficaram em estado de choque,principalmente uma moça loira que estava na nossa frente,mesmo ela apavorada,não parava de me olhar atrás do balcão onde trabalhava,afinal de contas,nós não estávamos de mascara no rosto,só alguns de boné conseguiam disfarça um pouco o rosto.
O assalto foi muito rápido,menos de 5 minutos já tínhamos,relógios,dinheiro e um celular,apenas um "celular".Mandamos todos seguirem para o fundo da pizzaria e corremos para as bicicletas,cada um pegou a sua e saiu em disparada,sentido bairro do melvi.Hoje há uma pista que separa os dois bairros ,antigamente só havia a passarela e em vez da pista,tinha um caminho de mato e dos lados brejo,como se fosse uma ponte.Lembro que passamos a ponte em alta velocidade,como eramos em mais ou menos 7 pessoas,não dava pra todos passarem,então alguns,como eu mesmo,teve que passa pelo brejo e levantar as bicicletas com as mãos.
Atravessamos e continuamos a correr,quando de repente,fiquei para trás,e ali correndo lembrei o que o dono da bicicleta emprestada me disse.Foi como um filme,bateu um vento bem forte e eu percebi que não conseguia mais pedalar,olhei para baixo e vi que a corrente havia caído,tentei chamar os outros,gritei por eles,mas ninguém me ouviu.Desci da bicicleta assustado para arrumar a corrente quando...ouvi uma sirene,cada vez o barulho dela ficava mais próximo de onde eu estava,para ser específico,eu estava em frente ao "Supermercado Cuca"isso mesmo,o mesmo lugar onde o Vagner e o Flávio bateram o carro.Quando me abaixei para arrumar a corrente da bicicleta,não ouvi mas a sirene,mais vi a bota do policial acerta em cheio o meu rosto e ouvi a voz de um outro dizer"Não se mova,permaneça no chão,você está preso,e soltou um palavrão".
Levei muito chute no estômago e costas,até entrar na viatura.Dentro dela tinham três policiais,um no volante,não falava nada só dirigia o carro,era alto e bem forte,tinha o aspecto de policial iniciante.Outros dois estavam no banco de trás comigo,um moreno e magro do meu lado esquerdo,dava as ordens,o outro alemão do meu lado direito,era o típico"Pau mandado",era o único que depois de entrar na viatura,continuava a me bater.Entre 1 e 1 minuto me desferia um soco,ou apertava ainda mais as minhas algemas,assim machucava minha mão e ficava impossível de não gritar de dor.Foi assim a viagem toda,entre socos e ponta pés com botas de bico de ferro,que fui levado ao meu bairro,o "Parque das Américas".


Cheguei no bairro,era quase 1:00 da manhã,dentro da viatura eles pediam para me entregar os outros comparsas.Eu estava com muito medo,nunca havia passado por isso e mesmo gritando de dor,me mantinha calado,quando de tanto apanhar retruquei ao policial alemão a minha direita"Pode me bater até eu morrer,mas eu não vou falar nada" As cacetadas aumentaram e os gritos de dor também,o que disse ao policial alemão a minha direita,iria levar até o final,mesmo que isso custasse,a minha própria vida...




CONTINUA...



domingo, 8 de janeiro de 2012

O Testemunho - Parte 10

"Saiam do carro,acabou o namoro".Foi a ordem que demos ao casal, donos do carro.

Éramos em quatro,eu,Flávio,Vagner e Daniel.Quando o casal saiu assustado do carro,eu logo me propus a entrar,o Vagner era o único que sabia dirigir e foi logo no banco do volante,mas na hora em que fui entrar no banco do carona,o Daniel me puxou e disse para eu ir embora com ele,então,o Flávio entrou no carro.

O Vagner saiu com o carro em disparada,segundo ele mesmo,ele e o Flávio estavam andando com o carro normalmente,quando do nada,surgiu a policia.O Vagner não pensou duas vezes e acelerou,o carro foi pra mais de 100 km por hora,e no sentido supermercado "Cuca" no bairro do Jardim Melvi,o Vagner perdeu o controle do carro e bateu direto no poste,quase entra com o carro no mercado.A batida foi forte,mas os dois conseguiram sair do carro e correr da policia que vinha atrás atirando e gritando para os dois se jogarem no chão,Vagner era forte,mas correu arriscando a própria vida e conseguiu fugir,já Flavio,não conseguiu correr e se jogou no chão,se entregando a policia e tendo sua vida em cárcere por algum tempo.
A noite,no bairro,a noticia se espalhou e eu fui um dos primeiros a saber,o que as pessoas não sabiam ainda,era que eu estava no meio disso tudo.O Vagner ainda não havia chegado,foi chegar horas mais tarde,pois,estava escondido em uma casa esperando a policia ir embora,assustado e sem camisa,suando muito,ele finalmente apareceu e logo entrou para dentro de sua casa..Não teve jeito,depois daquela noite,no finalzinho da tarde do dia seguinte,meus pais já estavam sabendo,a reação foi de transtorno pro meu pai,ele veio para cima de mim para me bater,mas minha mãe entrou na frente e me protegeu.
Na verdade o que eu não entendia,era que o Senhor Jesus é que tinha que estar a frente da minha vida,mas eu não percebia,até quando a minha mãe iria suportar isso?até quando essa fé que ela tinha,iria suporta tanta dor?era isso que eu pensava ,enquanto eu deitado na cama,tentava dormir e dar um rumo certo para minha vida.
Os dias se passaram,o Flávio continuava preso,o Vagner um pouco mais dentro de casa,e eu...eu continuava cego e sem enxerga a minha vida sendo destruída.O pior de tudo é que se nós tivéssemos conseguido roubar o carro,nós iriamos roubar uma das lojas mais ricas da baixada santista,mas tarde eu entendi o porque que não deu certo aquele roubo do carro.Mesmo tudo dando errado e eu vendo meus "amigos" se destruindo,nas drogas,no tráfico e na bandidagem,eu queria mais e o diabo satisfazia a minha vontade,ele sabia que eeu estava gostando de roubar e não perdeu tempo de me dar,mas uma "oportunidade".

Mas o que eu não sabia,era que aquela oportunidade,mudaria de vez a minha vida.Um passeio,um simples passeio,mudaria a minha vida para sempre...

CONTINUA... 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Testemunho - Parte 9

Cheguei em casa carregado pelos outros,foi umas das maiores decepções que minha mãe passou na vida,ver o seu filho chegar tarde da noite com a boca quebrada,não era nada fácil.Naquele tempo ela estava meio indecisa quanto a sua fé em Deus,mas mediante aquela situação,ela tinha que reagir.Não bastava a morte do "Neguinho" e agora eu com a boca quebrada após uma tentativa de assalto,sem sucesso feito por nós.

Fui hospitalizado e o resultado foi o seguinte,com as palavras do doutor que me atendeu"Você quebrou o maxilar esquerdo e terá que fazer uma cirurgia não muita fácil,você ficará com aparelhos nos dentes e durante 45 dias não poderá comer comida sólida,somente sopa e vitaminas,sua boca só abrirá 5 centímetros e depois dos 45 dias com o aparelho,nós iremos retirar o aparelho e você vai ter um pouco de dificuldade para movimentar a boca durante algum tempo."esse foi o aval do médico.
Em casa com a boca praticamente travada,ficava pensando e refletindo em tudo,a convivência com meu pai que era ruim,ficou ainda pior.Ele não sabia mais o que fazer e passou a ser agressivo comigo,mas não adiantava,ele infelizmente só estava fazendo parte do jogo do diabo,ele já tinha a minha vida,agora queria a  minha família.
Enquanto isso,minha mãe colocava toda a força dela no altar de Deus,havia e ainda há,uma IURD no bairro vizinho,coincidentemente o mesmo bairro onde eu aprontava todas com os meus"amigos",o mesmo bairro onde tive minha boca quebrada,o Jardim Caiçara.
Com propósitos e correntes ela começou a travar uma batalha,não contra eu,não contra os meu supostos amigos e nem muito menos contra o meu pai,mas sim,contra o diabo,o causador de todos os problemas que afetavam a mim e a minha família.Mas enquanto mais ela buscava a Deus,mas a situação piorava,porque é assim que o diabo age,ele intimida a pessoa,para ela pensar que tudo que ela está fazendo é inútil,então é a hora que a pessoa tem que ser firme no seu propósito e olhar somente para o Senhor Jesus,foi o que minha mãe fez.
Eu porém,comecei a fazer tudo errado novamente e quando tirei o aparelho da boca,parecia que tinham tirado as algemas de mim,porque tive atitudes piores,do que das primeiras vezes.Agora com a boca totalmente restruturada,não pensava em outra coisa a não ser "curtir" e passar o tempo todo com as mesmas pessoas,que junto comigo eram presas e armas fáceis na mão do inferno.Até que um dia fui a praia com mais dois amigos,ali nós inventamos de roubar um carro,um casal dentro se beijavam e namoravam,enquanto nós lá fora,namorávamos o carro que naquele momento iria ser roubado...


Eu já estava a alguns passos do fundo do poço,mas não sabia,a minha história naquele lugar,estava chegando ao fim...




CONTINUA...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Testemunho - Parte 8

1,2,3.Foram três tiros efetuados contra o garoto de apelido"Neguinho",tudo por causa de um "Discman"(um mp3 da época).O bando havia quebrado esse aparelho de um dos meninos que estava sentado em uma fogueira ao lado da lanchonete.O dono do aparelho foi em casa e buscou uma arma,enquanto o bando dava risada e não dava a mínima para ninguém,sentados e sorrindo eles se divertiam e contavam histórias.

O dono do aparelho chegou bastante nervoso,jaqueta maior que o próprio corpo e olhos lacrimejados de ódio,ele chamou um dos integrantes do bando,quem se levantou foi Israel,o garoto de jaqueta conhecia Israel de vista e disse com firmeza e ódio na voz"Eu quero um Discman novo agora".disse ele.Israel percebeu que havia algo estranho e disse"Calma aí,como outro novo agora".e desconfiado  deu dois passos para trás.Na mesa atrás de Israel,como que de repente,o "Neguinho" levanta e sem pensar e hesitar,o garoto da jaqueta saca a arma e dispara três tiros...o primeiro foi na boca,quem estava perto escutou "Neguinho" dizer "aí...aí...",tomando mais dois disparos no peito e caindo ao chão.O bando desesperado foi logo ao encontro do "Neguinho" e não conseguiram deter o garoto da jaqueta que fugiu imediatamente,nunca mas sendo visto por ninguém.
Fui acordado pela manhã,gritos e mais gritos,me davam a notícia que o "Neguinho" havia sido assassinado.Corri para se encontrar com o bando,todos estavam revoltados e só queriam vingança,armados até os dentes,buscavam o autor dos disparos,eu ali só pensava no tempo em que o "Neguinho" me chama no portão de casa para ir a escola,sempre risonho e brincalhão,a voz fina e os dentes cavalados eram a sua marca.Dois dias após o acontecimento,parecia tudo normal,o bando usando drogas,falando de assalto e prometendo matar mais alguém.O caso neguinho parecia ter acabado,não foi lembrado,nem vingado,apenas enterrado.

No dia de sua morte chorei como criança,o mundo parecia ter ficado vazio,onde eu olhava,lembrava dele.Estava muito mal,sofrendo demais,parecia que um daqueles disparos tinha atingido o meu coração,precisava parar,mas não conseguia,algo me pedia mais,mesmo sofrendo eu continue,sabendo que a qualquer hora,eu poderia ser o...próximo.



CONTINUA...

domingo, 1 de janeiro de 2012

O Testemunho - Parte 7

2:00 h da manhã,o envolvimento com a nova turma  foi tão grande,que nem vi a hora passar.Cheguei em casa as 2:30 e logo percebi todas as luzes de casa apagadas,apenas a luz da pequena janela da frente acesa,entrei em casa,a porta estava encostada com uma cadeira atrás,no banco ao lado estava sentada e dormindo,Maria José Oliveira Silva,minha mãe,com o impulso que dei na porta ela se acordou assustada e disse"Aonde você estava,você não é de chegar a essa hora menino?"disse ela.A resposta foi seca e direta"Na rua com meus "amigos"!!!.


A resposta mostrou o que estava dentro de mim,a partir daquela noite a minha mente mudou e as minhas atitudes também.Lembro que após 1 ano de convivência com as duas turmas,fez as duas turmas se unirem,ou seja,o que era ruim,ficou ainda pior. Tínhamos uma gangue enorme,que chamava-mos de função,nela havia,traficantes,assaltantes,matadores e laranjas(pessoas que vão no embalo das outras) e desses laranjas,um era eu.Na minha cabeça eu era "o cara",mais na cabeça do diabo,eu era um instrumento descartável,que estava sendo usado e que logo iria ser jogado no lixo.Considerado pelos "amigos" um cara firmeza,que não dava brecha e corria(andava) pelo certo e sem falhar,de todos era o mais tranquilo,mais a mesma mão que cumprimentava,também tinha coragem de matar,quase todos já tinham tido a experiencia de matar alguém,menos eu e alguns outros.Certo dia eu e a função de garotos,nos dirigimos a um bairro próximo ao nosso para "tirar uma onda"com os outros,isso era rotina nossa,alguém tinha que ser vítima nossa,quase sempre sobrava para o pessoal que vinha das cidades grandes,como São Paulo.
Viramos a rua deserta e logo avistamos um grupo de moças e rapazes,eram 3 garotas e 4 rapazes,ali  não era meu primeiro furto,eu já havia cometido outros anteriores,estava aparentemente tranquilo,desci da bicicleta acompanhado do bando e ordenamos que todo o grupo ficassem quietos"As garotas virem o rosto,os rapazes tirem os relógios e entreguem os celulares"essa foi a ordem dada para o grupo abordado.


Assalto rápido e fácil, saímos devagar como se nada tivesse acontecido,um celular,3 relógios e uma carteira com R$ 200,00 reais.Todos alegres e "felizes",eu mais ainda por ganhar um celular da turma e ser o primeiro a ter o celular no bando,o celular chamado"Star tack",o primeiro celular de Flip na época.Chegamos no nosso bairro com o peito cheio,éramos a sensação do momento,aquela noite tinha que acabar com chave de "ouro".Eu e Daniel(um dos amigos inseparáveis) decidimos ir embora,o bando resolveu comer algumas pizzas em uma das  lanchonetes mais famosas do bairro.


Mas aquela noite,não acabaria em pizza para mim e principalmente para o bando,estava reservado uma surpresa para gente,nessa surpresa não havia chave de ouro e nem muito menos algo saboroso...




CONTINUA...  

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