quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Testemunho - Parte 9

Cheguei em casa carregado pelos outros,foi umas das maiores decepções que minha mãe passou na vida,ver o seu filho chegar tarde da noite com a boca quebrada,não era nada fácil.Naquele tempo ela estava meio indecisa quanto a sua fé em Deus,mas mediante aquela situação,ela tinha que reagir.Não bastava a morte do "Neguinho" e agora eu com a boca quebrada após uma tentativa de assalto,sem sucesso feito por nós.

Fui hospitalizado e o resultado foi o seguinte,com as palavras do doutor que me atendeu"Você quebrou o maxilar esquerdo e terá que fazer uma cirurgia não muita fácil,você ficará com aparelhos nos dentes e durante 45 dias não poderá comer comida sólida,somente sopa e vitaminas,sua boca só abrirá 5 centímetros e depois dos 45 dias com o aparelho,nós iremos retirar o aparelho e você vai ter um pouco de dificuldade para movimentar a boca durante algum tempo."esse foi o aval do médico.
Em casa com a boca praticamente travada,ficava pensando e refletindo em tudo,a convivência com meu pai que era ruim,ficou ainda pior.Ele não sabia mais o que fazer e passou a ser agressivo comigo,mas não adiantava,ele infelizmente só estava fazendo parte do jogo do diabo,ele já tinha a minha vida,agora queria a  minha família.
Enquanto isso,minha mãe colocava toda a força dela no altar de Deus,havia e ainda há,uma IURD no bairro vizinho,coincidentemente o mesmo bairro onde eu aprontava todas com os meus"amigos",o mesmo bairro onde tive minha boca quebrada,o Jardim Caiçara.
Com propósitos e correntes ela começou a travar uma batalha,não contra eu,não contra os meu supostos amigos e nem muito menos contra o meu pai,mas sim,contra o diabo,o causador de todos os problemas que afetavam a mim e a minha família.Mas enquanto mais ela buscava a Deus,mas a situação piorava,porque é assim que o diabo age,ele intimida a pessoa,para ela pensar que tudo que ela está fazendo é inútil,então é a hora que a pessoa tem que ser firme no seu propósito e olhar somente para o Senhor Jesus,foi o que minha mãe fez.
Eu porém,comecei a fazer tudo errado novamente e quando tirei o aparelho da boca,parecia que tinham tirado as algemas de mim,porque tive atitudes piores,do que das primeiras vezes.Agora com a boca totalmente restruturada,não pensava em outra coisa a não ser "curtir" e passar o tempo todo com as mesmas pessoas,que junto comigo eram presas e armas fáceis na mão do inferno.Até que um dia fui a praia com mais dois amigos,ali nós inventamos de roubar um carro,um casal dentro se beijavam e namoravam,enquanto nós lá fora,namorávamos o carro que naquele momento iria ser roubado...


Eu já estava a alguns passos do fundo do poço,mas não sabia,a minha história naquele lugar,estava chegando ao fim...




CONTINUA...

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